Feminismo não está ultrapassado.
As feministas lançaram as bases para que as mulheres adquirissem espaço em um mundo predominantemente masculino (mesmo que certos disfarces argutos não deixassem entrever tal realidade). Deram a cara à tapa para homens acéfalos que não aceitavam suas calças compridas, suas queimas de sutiãs em praças públicas e o barulho que faziam para, como Kate Millett, poder dizer: “Olhe irmão, também somos humanas”. E agora todo esse legado de lutas e conquistas é jogado na sarjeta por uma horda de mulheres tolas que anseiam regredir; voltar à época em que os homens lhes compravam presentes caríssimos, tomavam as decisões sobre suas vidas, como tiranos em potencial, e tratavam-nas, tão somente, como delicadas rainhas do lar. O que levou milênios para ser conquistado, está se perdendo, voluntariamente, em questão de anos.
A mulher moderna quer ser uma subordinada (a maioria delas, digo, pois sou mulher e não me enquadro nessa classificação medonha). Se é inteligente, faz de conta que não o é para não desacatar o ego masculino; se é poderosa, nega-o para não correr o risco de ficar “solteirona”, denominação que, para ela, é ofensa das mais graves. Abdica de seus direitos e talentos para ocupar o trono real e realizar o papel de soberana dos serviços domésticos, da maternidade e da beleza física. É o alvo perfeito para receber o tiro certeiro dos publicitários.
Em alguns setores, porém, pode-se perceber uma drástica evolução da mulher. Enquanto no passado a ambição feminina se restringia a imaginar um futuro como secretária ou vendedora, hoje vemos uma onda de advogadas, médicas e engenheiras que surpreende homens acostumados a olhar o sexo oposto de cima para baixo, atrás de um balcão de loja ou escrivaninha. Até aí, tudo bem. Se a mulher é capaz de exercer tais profissões, por que não? É quando surge um Dom Juan que começa a putrefação mental. O problema está no cérebro feminino, adestrado (pelos machos, claramente) para observar tudo através de uma ótica emocional em detrimento de qualquer fagulha de racionalismo que poderia vir à tona no momento em que seu calcanhar de Aquiles é ativado; e é mais claro que a luz do dia que o ponto fraco da mulher é o homem. [volto a repetir que essa imundície não é aderida por todas as mulheres, mas pela maioria]. Ela, aflita desde criança para viver um grande amor (isso porque desde a mais tenra idade ensinaram-na a carregar esse fardo, ignominioso por sua pequenez de significância, de que o sentido da vida consiste em conquistar o coração de um homem), não resiste à tentação e é capaz de abandonar toda uma carreira brilhante quando crê que seu conto de fadas pode se tornar realidade. Larga a causa judicial, a cardiologia, a obra sob sua vigilância. O amor dela é sinônimo de estagnação.
A culpa da mesquinhez feminina sempre pendeu para o homem, mas do jeito que andam as coisas, a passos de ganso [Chaplin], logo a mulher também será convidada a ocupar o banco dos réus, pois deixa que o macho a domine.
Se as bases, lançadas pelas feministas e por tantos outros lutadores dessa causa, estão bem sólidas e firmadas, por que a mulher atual não deseja construir, sobre esse fundamento, um mundo que lhe permita iguais condições perante o homem? A edificação de uma humanidade mais justa para o segundo sexo [referência ao livro O Segundo Sexo, Simone de Beauvoir] não pode ser apenas uma planta projetada no papel e esquecida na gaveta.
The B.


Do Melhor
Linkk
del.icio.us
Eu concordo plenamente com tudo isso, nós, mulheres estavamos conquistando nosso espaço e parece que estamos deixando tudo isso para trás. O mundo machista tem que acabar, eu mesma só deixarei de seguir a minha ideiologia feminista, quando as mulheres tiverem os mesmos direitos que os homens e sem preconceitos, onde viveriamos o sexismo. Mas, se nós não fizermos algo logo, o mundo vai ser dominado pelos homens, e nós ficaremos apenas como, reprodutoras que cuidam da casa e dos filhos! Igualdade já!