Surreal.
Meus braços
Minhas pernas
Minhas antenas
Meus olhos
Minha boca
Minhas orelhas
Tudo se volta para uma direção
Eu não tenho opção alguma
Minha liberdade me condena
A ser tão desprovida de grilhões
É um soltar da imaginação
Que se converte em loucura
Essa demência consentida
Passa a ser característica forte
É o rastro que se deixa
A impressão que permanece
Surrealismo
Palavras ao vento jogadas
Com sentido
Sem sentido
Que importa?
Elas são sinceras
Porque não penso para registrá-las
Elas são sensatas
Porque não me esforço
Para aparentar
Uma criatura que não sou
Eu
Você
Nós
E a imaginação
Deixo que flua por onde quiser
Como quiser
Que esbofeteie as faces dos reais
Há momentos em que disfarçar
Já não vale mais nada
Esqueci a máscara
E me senti liberta
Deixei a persona na cabeceira da cama
E as algemas romperam por si sós.
Isso é ser surreal.
E ponto final.


Do Melhor
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